18º Seminário SENGE debate a importância de Políticas Públicas para a Agroindústria Alimentar

Secretário substituto do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do RS, Iberê Mesquita Orsi, inspetor sanitário da Secretaria de Agricultura do RS, Diego Facin, e procurador do MP Estadual, Claudio Bonatto, abordaram o tema no segundo Painel do Seminário realizado nessa quinta-feira (7).

FOTOS: JOÃO ALVES

As políticas públicas para a agricultura familiar estiveram no foco dos debates durante o segundo painel do 18º Seminário SENGE: Agricultura e Desenvolvimento – Segurança Alimentar. Entre os painelistas convidados, o secretário substituto do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo, Iberê Mesquita Orsi falou sobre políticas estaduais voltadas ao setor. Para ele, é urgente pensar em ações que viabilizem a atividade para pequenos produtores. “Hoje, 70% do que está nas nossas mesas vêm dos agricultores familiares. No entanto, há pesquisas que mostram que 271 mil pessoas saíram do campo”, alertou, citando uma das preocupações que mais afetam o segmento. Segundo o secretário, os produtores de alimentos no Brasil representam apenas 3,5% da população.

Iberê defendeu ainda a necessidade de rever a legislação para que o pequeno agricultor tenha as condições necessárias para crescer. “Por exemplo, se ele pede um empréstimo no banco, já perde a condição especial de pequeno agricultor. Isso inviabiliza que o pequeno agricultor se torne grande”, explicou.

Dando sequência ao Painel 2 do Seminário, o veterinário Diego Viedo Facin, da secretaria da Agricultura do RS, falou sobre serviços e sistemas de inspeção sanitária. “Vocês não percebem, mas o veterinário está na vida de vocês”, iniciou, dirigindo-se à plateia do Teatro da PUCRS. “Sempre que vocês adquirem qualquer produto que tenha passado por inspeção, lá está o trabalho de um médico veterinário”, declarou Facin, que exerce o cargo de chefe substituto da DIPOA (Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal) e é coordenador dos programas SISBI e SUSAF.

Durante sua apresentação, Facin mostrou ainda exemplos em que a ausência da inspeção e fiscalização resultaram em graves riscos à saúde pública por contaminação de alimentos.

Encerrando o segundo painel do seminário, o procurador do Ministério Público aposentado, professor Cláudio Bonatto falou sobre a atuação do Ministério Público nos casos de adulteração de alimentos. Enfático, Bonato exaltou a atuação dos agentes de inspeção, e enalteceu a necessidade de se fazer cumprir com rigor a legislação, afirmando que “o inimigo número 1 dos produtores honestos é o produtor desonesto. Temos que dar um basta nas benesses àquele que não paga, que não cumpre com o seu dever!”, exclamou.

Mediador do painel, José Mário Santos Guedes pediu aos painelistas que comentassem sobre a possibilidade de privatização dos serviços de inspeção, uma vez que, no RS, uma lei que entrará em vigor em janeiro de 2018, abre ao poder público a possibilidade de contratação de empresas particulares para a prestação de serviços de inspeção. A preocupação, segundo os painelistas Bonatto e Facin, é que, por se tratar de empresa credenciada, esta possa sofrer pressão política na prestação do serviço, colocando em risco a saúde da população. Para Orsi, a saída é trabalhar na responsabilização técnica dos profissionais contratados.


FOTOS: João Alves


Veja o material disponibilizado pelos palestrantes: 

ASSISTA À PALESTRA DE IBERE ORSI

ASSISTA À PALESTRA DE DIEGO FACIN

ASSISTA À PALESTRA DE CLAUDIO BONATTO

DEBATES DO PAINEL 2


Fonte: 18º Seminário SENGE debate a importância de Políticas Públicas para a Agroindústria Alimentar, no site do Senge-RS, em 07/12/2017.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *